Estou em ponto de espera, o que geralmente torna-me ansiosa.
Podem ter certeza:sou mais ansiosa que qualquer um de vocês.
Quando vou viajar dois dias antes a mala já estará pronta.
O sono some,fico agitada a buscar antecipar as horas.
O fator tempo neste nosso mundinho de meu Deus atropela a gente.
Veloz demais ou lento, lento como uma tartaruga na medida da nossa ansiedade.
E, tudo isso acontece dentro de nós, porque fora o relógio marca as horas,segundos e minutos no mesmo ritmo.
Neste meu ponto de espera o importante será um resultado.
A ansiedade visita-me e como uma visita indesejada permanece sem ser convidada.
Parece-me que uma trava desacelerou as horas.
O agito, tipo mexa-se, é uma escolha pra compensar.
Faço pequenas viagens inesperadas sem ninguém saber.
Ontem comemorei o dia dos Pais, com os filhos.
Almoço festivo.
Hoje descanso. Não sou de ferro.
Amanhã cuidar da minha mãe.
E,depois de amanhã?
No momento estou pensando em brincar com uma tartaruga.
Uma forma lúdica de treinar minha paciência e tentar jogar no lixo a ansiedade.
Perguntarão os leitores, curiosos, se é que os tenho :
- Que resultado espera esta mulher?
Alguns pensarão na especulação do mercado de ações.
Grande ilusão - não invisto - proletária que sou.
Não importa o que seja, só qual seja.
Quero apaziguar a alma, ficar serena.
Deixar de implicar e brigar com o poderoso tempo.
Necessário é acertarmos o compasso para os passos da dança - eu e o ancião tempo.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Loucamente sã.
Deu a louca em mim.
Vontade de sair e perder-se nesse mundo de meu Deus.
Quem sabe ser um peixe nadando em águas cristalinas.
Um pássaro em voo razante, ou, talvez, quem sabe, um caramujo do jardim.
Amaria ser um girassol, bem amarelo, à procura do sol.
Um flamboyant, um quartzo rosa...
Tantas possibilidades.
Muito doido, doido mesmo,seria ser um piloto de corrida.
Aviador, astronauta.
Já me imagino uma cobra venenosa.Pronta pra dar o bote.
Ou um jacaré à espreita.
Tudo num mundo imaginável e, dentro dele, possível.
Quem sabe ser água mansa de um riacho.
Que minha loucura seja temporária nesse mundo irreal,
pra que eu possa voltar a me encontrar, aqui e agora,
loucamente sã.
Vontade de sair e perder-se nesse mundo de meu Deus.
Quem sabe ser um peixe nadando em águas cristalinas.
Um pássaro em voo razante, ou, talvez, quem sabe, um caramujo do jardim.
Amaria ser um girassol, bem amarelo, à procura do sol.
Um flamboyant, um quartzo rosa...
Tantas possibilidades.
Muito doido, doido mesmo,seria ser um piloto de corrida.
Aviador, astronauta.
Já me imagino uma cobra venenosa.Pronta pra dar o bote.
Ou um jacaré à espreita.
Tudo num mundo imaginável e, dentro dele, possível.
Quem sabe ser água mansa de um riacho.
Que minha loucura seja temporária nesse mundo irreal,
pra que eu possa voltar a me encontrar, aqui e agora,
loucamente sã.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
103 anos
Zezé tem 103 anos.
Anda, lúcida, boa memória.
Viúva,casou-se mas não teve filhos.
Os responsáveis por ela são os sobrinhos.
Recebe poucas visitas, mas não se incomoda, pega carona nas
visitas das colegas.
Outro dia, inteiraça, participava da nossa conversa que versava sobre
casamento.
Perguntei:
-E aí, Zezé,você era muito apaixonada por seu marido?
-Nada. Gostava, né?. Ele me viu foi logo pedindo em casamento e eu aceitei.
Era uma amizade.
-E,agora, 103 anos, inteiraça, tem coragem de casar?
-Não, casar não, tenho vergonha. Mas juntar ah! eu junto.
Deu uma risada feliz.
Caso verídico.
Anda, lúcida, boa memória.
Viúva,casou-se mas não teve filhos.
Os responsáveis por ela são os sobrinhos.
Recebe poucas visitas, mas não se incomoda, pega carona nas
visitas das colegas.
Outro dia, inteiraça, participava da nossa conversa que versava sobre
casamento.
Perguntei:
-E aí, Zezé,você era muito apaixonada por seu marido?
-Nada. Gostava, né?. Ele me viu foi logo pedindo em casamento e eu aceitei.
Era uma amizade.
-E,agora, 103 anos, inteiraça, tem coragem de casar?
-Não, casar não, tenho vergonha. Mas juntar ah! eu junto.
Deu uma risada feliz.
Caso verídico.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
A vida como ela é!
Telefonema.
- Meu amor, a vovó ficou muitos dias sem vê-lo.
Estou com saudades.
- Eu num tô não, vovó.
- Não? Mesmo?
Pois eu tô com muita saudade.
- Tchau!
- Tchau,querido.
....
Uns minutinhos depois - o telefone toca.
- Alô.
- Oi, vovó.
Tô com saudades sim, viu?
- Que bom, meu amor.
Quem ama sente saudades.
- É,sim, vovó.
Te amo vovó.
- Tchau!
- Tchau!
Telefone desligado.
O rosto da avó é pura felicidade.
- Meu amor, a vovó ficou muitos dias sem vê-lo.
Estou com saudades.
- Eu num tô não, vovó.
- Não? Mesmo?
Pois eu tô com muita saudade.
- Tchau!
- Tchau,querido.
....
Uns minutinhos depois - o telefone toca.
- Alô.
- Oi, vovó.
Tô com saudades sim, viu?
- Que bom, meu amor.
Quem ama sente saudades.
- É,sim, vovó.
Te amo vovó.
- Tchau!
- Tchau!
Telefone desligado.
O rosto da avó é pura felicidade.
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