Estou em ponto de espera, o que geralmente torna-me ansiosa.
Podem ter certeza:sou mais ansiosa que qualquer um de vocês.
Quando vou viajar dois dias antes a mala já estará pronta.
O sono some,fico agitada a buscar antecipar as horas.
O fator tempo neste nosso mundinho de meu Deus atropela a gente.
Veloz demais ou lento, lento como uma tartaruga na medida da nossa ansiedade.
E, tudo isso acontece dentro de nós, porque fora o relógio marca as horas,segundos e minutos no mesmo ritmo.
Neste meu ponto de espera o importante será um resultado.
A ansiedade visita-me e como uma visita indesejada permanece sem ser convidada.
Parece-me que uma trava desacelerou as horas.
O agito, tipo mexa-se, é uma escolha pra compensar.
Faço pequenas viagens inesperadas sem ninguém saber.
Ontem comemorei o dia dos Pais, com os filhos.
Almoço festivo.
Hoje descanso. Não sou de ferro.
Amanhã cuidar da minha mãe.
E,depois de amanhã?
No momento estou pensando em brincar com uma tartaruga.
Uma forma lúdica de treinar minha paciência e tentar jogar no lixo a ansiedade.
Perguntarão os leitores, curiosos, se é que os tenho :
- Que resultado espera esta mulher?
Alguns pensarão na especulação do mercado de ações.
Grande ilusão - não invisto - proletária que sou.
Não importa o que seja, só qual seja.
Quero apaziguar a alma, ficar serena.
Deixar de implicar e brigar com o poderoso tempo.
Necessário é acertarmos o compasso para os passos da dança - eu e o ancião tempo.
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